Movimento “Coletes amarelos” apela a corrida aos bancos na França e acusa Macron de ser um representando dos Rothschild


Um novo, e mais extremo, episódio da revolta dos coletes amarelos pode causar o caos bancário, Segundo Nicolle Maxime, porta-voz do movimento, o grupo pretende organizar uma corrida bancária no país.

Maxime gravou um vídeo para instigar os manifestantes a aderirem ao movimento. Ele disse que os coletes amarelos são apoiados por cerca de 70% da população da França, e com base nesse apoio, pretendem coordenar um dia, chamando qualquer um que possa retirar o máximo de dinheiro possível de seus bancos. Ele espera adesão integral dos 70% da população que os apoiam.

O foco do grupo nos bancos destaca o principal motor desse movimento. Uma sensação de que o atual sistema político é efetivamente manipulado a favor dos ricos à custa de todos os outros.[u] Os manifestantes acusam o presidente francês Emmanuel Macron de ser um “representante dos Rothschild”, elite que supostamente controla grande parte do sistema financeiro. Antes de ser eleito, Macron trabalhava em um grande banco na França.[/u]

Em seus protestos, tumultos ou insurreições, a energia do grupo geralmente está concentrada em agências bancárias, com vários vídeos mostrando suas invasões em bancos e documentos.

Uma corrida bancária poderia representar um grande risco ao sistema financeiro do país. Como os bancos operam por reservas fracionadas, eles não possuem nos cofres todo o dinheiro que seus clientes deixam nas contas. Caso uma quantia expressiva de pessoas comecem a sacar dinheiro, os bancos podem ter dificuldades em honrar com todos os saques, o que pode obrigar o governo a fazer resgates e intervir, impondo restrições de saques ou decretando feriados bancários.

A corrida aos bancos esta agendada para o próximo final de semana.
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